Projetos de Extensão

Projetos de Extensão Em Andamento

Ateliê da Palavra: um dispositivo clínico-político para as pessoas em situação de rua (2018-em andamento)

O Ateliê da Palavra é um projeto realizado em parceria entre o NEMPsiC, LAPCIP e o Consultório na Rua (SUS) e tem como objetivo geral realizar atendimentos às pessoas em situação de rua na cidade de Florianópolis. Entendido como um dispositivo clínico-político, o Ateliê da Palavra busca tecer um lugar de escuta e acolhimento a estas pessoas que são, sistematicamente, reificadas e invizibilizadas pelos regimes sensíveis hegemônicos. Partindo dos conceitos de  transferência e testemunho, o Ateliê da Palavra busca dar um giro na escuta nas histórias de vida destas pessoas, servindo de testemuho às narrativas silenciadas e rechaçadas pela ordem vigente. Assim, o dispositivo se torna clínico na medida em que acolhe estas narrativas, e político pois produz fissuras em regimes discursivos aprisionadores e excludentes que assujeitam os modos de vida das pessoas em situação de rua. Partimos do entendimento de uma clínica territorialziada e implicada com as questões sociais, uma clínica que atua no interstício do público e privado, singular e coletivo, do sujeito e sua relação com a cidade.

Equipe
Dra. Marcela de Andrade Gomes, professora do Departamento de Psicologia da UFSC.
Lívia Maria Fontana, psicóloga do Consultório na Rua (CNaR/SUS).
Isabella Caroline Fuckner, estagiária.
Emelyn Almeida de Lima, extensionista.
Rubi Resende, extensionista.
Ateliê das Migrações

Projetos de Extensão Encerrados

Escuta coração da Chico: Intervenções psicossociais na comunidade Chico Mendes (2017- )

A partir do curso de capacitação “Como lidar com os efeitos psicossociais da violência?”, destinado às profissionais que atuam nas políticas públicas e sociais, a psicóloga do Instituto Geração da Chico procurou o Núcleo de Psicologia, Políticas Públicas e Direitos Humanos para estabelecer uma parceria de trabalho neste espaço que se localiza em um território de alta vulnerabilidade social, a comunidade Chico Mendes. Após algumas reuniões, delineou-se algumas frentes de trabalho focadas nas crianças e adolescente que frequentam este projeto, de modo a promover um espaço de escuta, apoio e reflexão para suas experiências e seus projetos de vida. Neste contexto, 2 alunos candidataram-se para serem voluntários do projeto e iniciou-se uma parceria de trabalho entre a orientadora acadêmica, psicóloga local e 2 alunos do Curso de Psicologia. Assim, este projeto nasce com o objetivo de realizar um trabalho psicossocial junto às crianças e adolescentes que frequentam o Instituto Geração da Chico, buscando promover saúde e cidadania para estas pessoas e território. Por meio de intervenções psicossociais, singulares e coletivas, institucionais e comunitárias, busca-se promover um espaço de escuta e acolhimento que proporcionem o protagonismo social e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. De acordo com a perspectiva psicanalítica, a infância e a adolescência são fases peculiares na constituição do sujeito que carecem de um amparo psíquico e social de modo a possibilitar condições para a efetivação de um desenvolvimento saudável. Nos casos das infâncias e juventudes que se produzem nos territórios marcados pelas vulnerabilidades sociais, este processo torna-se ainda mais complexo, pois a violação de direitos e o desamparo psíquico tornam-se, em geral, bastante presentes nas dinâmicas familiares e comunitárias. Nesse sentido, este projeto busca oferecer espaços que promovam tanto um acolhimento psicossocial, como também um locus de politização das questões sociais. A partir da inscrição de espaços de falas, escutas e reflexões, este trabalho atua no sentido da promoção da saúde  e cidadania, operando como um dispositivo clínico e político neste território.

Equipe

Dra. Marcela de Andrade Gomes, professora do Departamento de Psicologia da UFSC

Dr. André Luiz Strappazzon, professor do Departamento de Psicologia da UFSC

Ana Karolina Dias de Oliveira, psicóloga do Instituto Geração da Chico

Maria Luiza Vargas, extensionista.

Clínica Intercultural (2012-)

O objetivo principal deste projeto é o de oferecer atendimento psicológico a estrangeiros (comunidade universitária e outros). Além do atendimento psicológico que será oferecido a estrangeiros residentes na comunidade, o presente projeto contribuirá para a formação dos alunos de graduação, por intermédio da prática clínica supervisionada e da leitura e discussão de textos referentes à problemática intercultural.

A criação de um dispositivo clínico-político no programa Liberdade Assistida em São José (SC)- (2018-2019)

O presente projeto tem como objetivo construir um dispositivo clínico-político junto à equipe técnica do Programa Liberdade Assistida, vinculado ao CREAS/SUAS do município de São José (SC). Esta demanda emergiu das profissionais que sofrem em seus corpos as violências de Estado testemunhada nos acompanhamentos que realizam junto aos adolescentes que estão em cumprimento de medida socioeducativa. Diante dos desafios enfrentados por estas profissionais sem seus cotidianos de trabalho, elaborou-se um projeto de extensão cujo objetivo é inscrever um lugar de fala e de escuta para os anseios, inquietações, estratégias e resultados alcançados em seus processos de trabalho. A partir da noção psicanalítica de dispositivo clínico-político, busca-se, por meio destes encontros grupais, instaurar um encontro com a alteridade de forma que o real de suas experiências sejam inscritas no registro simbólico. O dispositivo clínico-politico faz um giro nas escutas realizadas nas instituições que busca produzir um deslocamento nos assentamentos identificatórios e ideológicos que aprisionam e reduzem a potencia de vida. Por meio do manejo grupal, busca-se incitar as narrativas e produções coletivas que refletem e incidem em suas práticas cotidianas. No primeiro módulo focou-se no debate sobre a violência de Estado e como esta emergia nos atendimentos junto aos adolescentes; neste módulo, o foco está em trabalhar a memória e afetos presentes na história daquele equipamento e na própria história singular de cada uma delas no SUAS. Nota-se que este espaço tem sido bastante significativo para as profissionais que atrelam a importância deste trabalho à saúde mental da equipe e à qualificação de suas práticas psicossociais dentro do LA.

Equipe

Dra. Marcela de Andrade Gomes, professora do Departamento de Psicologia da UFSC

Daniela Mayorca, psicóloga/psicanalista

Maria Luiza Vargas, extensionista.

Violência de Estado e Testemunho: um grupo de apoio psicológico aos policiais militares do município de Florianópolis. (2017-2019).

A partir dos positivos resultados da experiência do semestre passado, decidimos dar continuidade ao grupo de apoio psicossocial aos policiais militares de uma instituição localizada na Grande Florianópolis. Embora a aspereza e truculência da instituição policial deslegitimar o trabalho do psicólogo, atrelando este à doença, loucura e fraqueza, tivemos procuras significativas por parte de alguns policiais que viam no grupo uma possibilidade para falarem sobre suas angústias, cansaços, revoltas e medos. Sendo assim, neste semestre retomamos este espaço grupal na aposta de que o coletivo potencializa novas narrativas, significações e amplitudes para a vida dos sujeitos. A partir destes encontros semanais, esperamos enseja melhor condições psicossociais para este contexto de trabalho, inscrevendo espaços humanizantes e acolhedores em uma instituição historicamente marcada pela rigidez, tirania e violência.

Equipe

Marcela de Andrade Gomes, professora do Departamento de Psicologia da UFSC.

Májori Abreu dos Santos Garcia, cabo PM Psicóloga da Polícia Militar.

Psicologia e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana: aproximações e possibilidades de intervenção junto ao território de abrangência do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS/Centro) do município de Florianópolis/SC. (PROBOLSAS 2016-2018)

Este projeto de extensão teve como objetivo elaborar ações interventivas junto às Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (CTMAs) presentes no território de abrangência do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), localizado no centro da cidade de Florianópolis/SC, de modo a aproximar estes grupos aos serviços prestados por este equipamento da Proteção Básica (SUAS). A partir de uma prática de estágio realizada por estudantes do Curso de Psicologia em 2015, notou-se um distanciamento entre o CRAS/Centro e estas comunidades que ocupam de forma significativa o território de abrangência deste serviço, o qual é ocupado por quase 50 mil habitantes. A invisibilização destas comunidades é um dado histórico do cenário brasileiro, pois, como aponta o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (SEPPIR, 2013), há uma ausência de levantamentos e dados oficiais sobre essa parcela da população brasileira em nível federal, resultado de um processo histórico de estigmatização e exclusão da cultura africana. Essa invisibilização contribui para o não atendimento pelas políticas públicas a essa população, favorecendo a perpetuação dos processos de exclusão, segregação e violação dos direitos humanos destes grupos sociais. Dessa forma, por meio deste projeto de extensão objetivamos mapear, conhecer e integrar as CTMAs junto ao CRAS/Centro de forma a qualificar a prestação socioassistencial deste serviço público. Ainda, visamos construir dados e subsídios que possam servir para a construção de futuras políticas públicas e programas sociais destinados a esta população brasileira, de modo a contribuir na luta pela garantia de direitos da população afrodescendente e pela redução das relações étnicas e raciais na sociedade brasileira. A inserção no espaço comunitário foi norteada pelo uso da observação participante e de entrevistas abertas junto à população local e demais instituições vinculadas às CTMAs para levantarmos as necessidades, demandas e potencialidades, singulares e coletivas, existentes neste espaço. Após a elaboração de um diagnóstico social, econômico e cultural, intervenções psicossociais de modo a ampliar a visibilidade e reconhecimento desta população, ampliando o acesso aos benefícios, programas e direitos socioassistenciais, contribuindo com melhorias nas condições de vida destas comunidades, e com a redução das múltiplas formas de vulnerabilidades e violação de direitos, e os sofrimentos consequentes destas condições de vida.

Equipe

Dra. Marcela de Andrade Gomes, professora do Departamento de Psicologia da UFSC

Lívia Maria Fontana, psicóloga do CRAS-Centro.

Tatiana Rozenfeld, extensionista.

Priscila Costa, extensionista.

Serviço de acolhimento a imigrantes e refugiados na Grande Florianópolis (2016 – 2018)

O projeto visa realizar acolhimentos psicológicos e grupos de conversa com imigrantes e refugiados na Pastoral do Migrante de Florianópolis.

Ambulatório de psicologia a pessoas em situação de crise e risco de suicídio (2016 – 2018)

Projeto de extensão no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago – UFSC

Atendimento psicológico especializado em situações de violência conjugal (2010 – 2015/2018)

O projeto tem como objetivo oferecer atendimento psicológico às pessoas (parceiros/as) diretamente envolvidas em situações de violência conjugal (autor ou vítima) da Região da Grande Florianópolis, alinhado com a rede de proteção, prevenção e combate à violência familiar. É uma continuidade do Projeto de Extensão desenvolvido anteriormente pelo NEMPsiC. Os atendimentos serão realizados no Serviço de Atenção Psicológica da Universidade Federal de Santa Catarina (SAPSI/UFSC).

Clínica da Reparação Psíquica (2016 – 2017)

O objetivo é oferecer atendimento psicológico gratuito à vítimas de graves violações de direitos humanos e capacitar o trabalho de profissionais da saúde e estudantes de psicologia em relação a estes casos. Os atendimentos serão realizados pela equipe de profissionais psicólogos do projeto e estudantes do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, no SAPSI (Serviço de Atenção Psicológica da UFSC).