Evento: XI Simpósio Brasileiro de Psicologia Política – GT18: Poder, Territórios e modos de subjetivação

18/06/2021 19:14

 

 

Em continuidade ao que temos debatido nos últimos três encontros no SBPP, buscamos construir um espaço de trocas teóricas e metodológicas sobre a imbricada relação entre Poder, Territórios e Modos de Subjetivação. No momento em que somos tragicamente atropelados pela Pandemia do COVID-19, não poderíamos nos furtar do debate que esta crise humanitária tem gerado nas relações sociais, territoriais e seus respectivos efeitos de subjetivação. Em meio a este colapso embebido pelos processos antidemocráticos e pelo fortalecimento do projeto colonial, oligárquico e racista existente desde a invasão dos colonizadores – tema central do XI SBPP -, cabe nos interrogar de que forma as ciências humanas, em especial, a psicologia política, podem nos auxiliar a atravessar este colapso humanitário. Assim, tendo como foco o debate sobre as relações de poder, territórios e modos de subjetivação, interessa-nos trabalhos de pesquisa, extensão e estágio – que versem sobre os aspectos psicopolíticos que estão amalgamados neste processo histórico e estrutural das desigualdades sociais no contexto brasileiro.

Confiram o resumo no link: https://drive.google.com/file/d/14FFK87wJqEhEBuwH7nt2a5nVXjQ3st3b/view

Evento: I Seminário Psicanálise, Política e Cultura

17/06/2021 18:05

No dia 16/06 ocorreram as duas primeiras mesas do I Seminário Psicanálise, Política e Cultura: diálogos entre pesquisa e extensão, promovida pela linha de pesquisa “Psicanálise, Política e Cultura” do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSC.

A primeira mesa trouxe reflexões da experiência traumática e a escuta psicanalítica, a partir de quatro projetos de pesquisa e de extensão desenvolvidos pelas/os professores/as e estudantes de graduação e pós-graduação.

Gustavo Machado e Lucas Alves abriram a mesa falando sobre os efeitos de vivências extremas na subjetividade a partir de eventos sociopolíticos de regimes totalitaristas.

Gerusa Morgana Bloss falou em seguida sobre a dimensão traumática na psicose, trazendo enlaces entre escuta e elaboração a partir de Freud e Lacan.

A mestranda Julia Lopes trouxe reflexões com base em sua pesquisa de mestrado em andamento em que analisa a perspectiva do acolhimento para agentes comunitários de saúde que trabalham diretamente com imigrantes em Florianópolis.

A mestranda Vitória Nathalia do Nascimento também trouxe reflexões com base em sua pesquisa, em que aprofunda nos impactos da experiência de mulheres na imigração involuntária.

A segunda mesa do dia, mediada pela Profª. Mériti de Souza, trouxe reflexões sobre matrizes identitárias e diferença, a partir de quatro projetos de pesquisa e de extensão desenvolvidos pelas/os professores/as e estudantes da pós-graduação.

A mestranda Rosana Maria Schwerz iniciou as falas, trazendo leituras acerca dos campos de transferência e violências envolvendo a figura do analista na prática da psicanálise clínica. Além disso, refletiu sobre as repercussões da linguagem e práticas violentas que se encontram presentes na rede social.

Na continuidade, a psicóloga Fernanda Albrecht versou sobre diferença e tradução, pensando possibilidades de escuta para a clínica psicanalítica. Trouxe reflexões sobre a escuta que visa acolher a diferença, colocando a necessidade de se pensar aspectos que valorizam a abertura e o crescimento das línguas.

Em sequência, a mestranda Maria Guedes abordou a relação de encontros e desencontros entre a psicanálise e os movimentos feministas, trabalhando implicações clínicas e políticas.

A última apresentação do dia foi do mestrando Vinicius da Rocha Barros, sobre o enigma depositado no feminino. Buscou refletir fazendo uma leitura crítica da temática a partir da psicanálise. Pensou algumas questões relativas ao enigma, problematizando a desqualificação desse e do feminino frente ao discurso científico, ocidental e moderno.

 

No dia 17 de junho ocorreu a terceira mesa do I Seminário Psicanálise, Política e Cultura, trazendo o tema ‘’Potências do fantasiar: psicanálise e criação’’.

Laura Christofoletti iniciou as falas falando da sua pesquisa de mestrado sobre o brincar, trazendo considerações da potência de criação desse fenômeno no contexto infantil. Apresentou também como a constituição do sujeito de razão na cultura ocidental pode desvalorizar a potência da brincadeira, que se relaciona com outros fatores além da razão.

Jeferson Sehn dá continuidade à mesa falando da sua dissertação sobre corpos embruxados, traçando um diálogo entre arte e psicanálise a partir da obra de Susano Correia. Traz a arte como uma experiência com capacidades disruptivas de certezas tanto do sujeito quanto da cultura.

Em seguida, João Gabriel Neves fala sobre a tela excesso de imagens na contemporaneidade, pensando não na quantidade mas nos efeitos de um excesso e suas consequências, onde não se apresenta um espaço de elaboração.

Por fim, Anelise Mondardo traz provocações do estranhamento através da obra Shibboleth, uma instalação de arte temporária da artista Doris Salcedo que traz uma poética do negativo através de uma longa rachadura no chão. Traz a obra para pensar dinâmicas do sujeito pela perspectiva psicanalítica.

 

No dia 17 de junho ocorreu a quarta mesa do I Seminário Psicanálise, Política e Cultura, trazendo o tema ‘’Psicanálise e clínica ampliada: projetos de extensão’’, onde foram apresentados quatro projetos de extensão da UFSC que usam o referencial teórico da psicanálise de forma ampliada.

Luiza Marson e Paula Campos apresentaram a Clínica Intercultural, que atende imigrantes e refugiados de aproximadamente 25 nacionalidades residentes no Brasil. Trouxeram os conceitos básicos dos estudos migratórios, os fundamentos da Clínica Intercultural e os impactos psicossociais da migração.

Ana Marsillac e Mariana Lange apresentaram o Acompanhamento Terapêutico: clínica e criação na cidade, explicando as peculiaridades do Acompanhamento Terapêutico em relação ao setting terapêutico psicanalítico tradicional e sua aplicação no ambiente público da cidade.

Lívia Fontana apresenta o Ateliê da Palavra, que oferece acolhimento no espaço público tendo como público-alvo a população de rua, criando espaços de referência de escuta em lugares que sejam ocupados e vivenciados por essa população.

Hellen Marostica e Maria Luiza Vargas apresentaram a atividade da roda das meninas dentro do Escuta Coração da Chico, vinculada à Comunidade Chico Mendes em Florianópolis. O objetivo da roda é construir um espaço aberto ao diálogo e livre de julgamento para temas de interesse das participantes.

 

Evento: XI Simpósio Brasileiro de Psicologia – GT 11: Migração e Direitos Humanos

16/06/2021 00:57

 

Informações sobre o GT11 –  Migração e Direitos Humanos: Dimensões Psicopolíticas

📌O GT tem como objetivo promover o debate acerca da mobilidade humana, em suas várias expressões, na interface com os direitos humanos e as políticas públicas, elementos estes que organizam determinado campo de intervenção e que atravessam as experiências dos deslocamentos, as possibilidades de reconhecimento e proteção. Também objetiva debater com outras áreas disciplinares questões referentes à mobilidade humana.

📌Deverão compor o GT apresentações que versam sobre os seguintes temas: modos de gestão da migração e protocolos de intervenção; sistema internacional de proteção; políticas migratórias e de fronteira; enquadramentos legais da pessoa que migra, direitos e deveres; trabalhos que articulem a temática da mobilidade com atravessamentos de raça, localização geopolítica, nacionalidade, gênero e orientação sexual; situações de crise humanitária e produção da mobilidade forçada; práticas voltadas ao atendimento de migrantes e refugiados; condições de vulnerabilidade atreladas aos deslocamentos; acessos a direitos sociais e às políticas públicas; violação de direitos; xenofobia, violência e exclusão; direito de migrar como um direito humano; papel das entidades governamentais, agências internacionais e organizações da sociedade civil na assistência à pessoa migrante; processos de acolhimento e integração; saúde mental; canais de participação e organização política de migrantes e refugiados; trabalho e migração; modos de intervenção a partir da Psicologia Social em diálogo com outras áreas disciplinares.

Notícia: Centro de Referência do Imigrante (CRI) é aberto em Maringá

02/06/2021 19:53

Foi realizado no dia 27/05/2021, no auditório Hélio Moreira, no paço Municipal, uma reunião para apresentar e debater o Centro de Referência do Imigrante (CRI) de Maringá. O CRI fica num bairro próximo à área central da cidade e deve começar a receber imigrantes no começo de julho. O CRI é uma casa com amplo espaço, com dez quartos, lavanderia, cozinha, banheiros, jardim, quintal e edícula. O local terá capacidade para receber até 50 pessoas, entre famílias ou imigrantes individuais. Além da residência, o projeto do CRI também envolve parcerias com instituições.

Para mais informações acesse o link:
http://www2.maringa.pr.gov.br/site/noticias/2021/05/27/prefeitura-apresenta-o-centro-de-referencia-do-imigrante-de-maringa/37691

Exame de qualificação de Mestrado “Impactos psicológicos do processo migratório em venezuelanos residentes na Grande Florianópolis”

04/05/2021 21:56

No dia 29 de abril de 2021, a mestranda Júlia Andrade Ew  defendeu e foi aprovado no exame de qualificação do seu projeto de dissertação, intitulado “Impactos psicológicos do processo migratório em venezuelanos na Grande Florianópolis”. A banca foi composta pelas professoras Drª Lucienne Martins Borges (PPGP/UFSC), orientadora;  Drª Marcela de Andrade Gomes (Depto de Psicologia UFSC), coorientadora;  Drª Ana Lúcia Marsillac (PPGP/UFSC), membro interno e Drª Gláucia de Oliveira Assis, membro externo.