Durante o mês de março de 2026, aconteceram uma série de defesas de mestrado que abordaram temas de grande relevância social, contribuindo para o debate acadêmico em áreas como migrações, saúde pública, proteção à infância e maternidades em contextos de vulnerabilidade.
No dia 16 de março, a mestranda Luana de Castro Flores defendeu a dissertação “Deslocamentos maternos: impactos psicossociais da imigração involuntária”, sob orientação da professora Dra. Lucienne Martins Borges (PPGP-UFSC). A pesquisa investigou os impactos psicossociais dos processos migratórios involuntários na experiência da maternidade. A banca foi composta pelas professoras Dra. Marcela de Andrade Gomes (PPGP-UFSC) e Dra. Mariá Boeira Lodetti (Université Laval). Ao final da sessão, o trabalho foi aprovado para obtenção do título de Mestra em Psicologia.
No dia 20 de março, foi a vez da mestranda Angélica Scartezini Batisteli, que apresentou a dissertação “Maternidades invisibilizadas: contribuições da psicanálise”, orientada pela professora Dra. Marcela de Andrade Gomes (PPGP-UFSC). O estudo investigou a experiência de mulheres-mães acompanhadas pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com foco em mulheres periféricas que vivenciam a maternidade em contextos de vulnerabilidade social. A banca foi composta pela Dra. Emília Estivalet Broide (USP), Dra. Gisely Pereira Botega (PAEFI-Ilha) e professora Dra. Raquel de Barros Pinto Miguel (PPGP-UFSC). A banca destacou a relevância social e científica da pesquisa, sua consistência teórica e metodológica, bem como as contribuições para o trabalho desenvolvido no âmbito do SUAS.
No dia 26 de março, o mestrando Fernando Nunes Spillere defendeu a dissertação “A Medicalização da Criança Vítima de Violência: discurso e instituição sob a leitura da psicanálise”, também orientada pela professora Dra. Marcela de Andrade Gomes. A pesquisa analisou os efeitos da medicalização em crianças vítimas de violência, a partir de um estudo de caso acompanhado pelo CREAS/SUAS. Os resultados permitiram problematizar os modos de funcionamento das instituições que compõem a Rede de Proteção à Infância, evidenciando tensões entre práticas de cuidado e processos de violência institucional. A banca foi composta pelas professoras Dra. Ana Lúcia Mandelli de Marsillac (UFSC), Dra. Sandra Noemi Cucurullo de Caponi (UFSC) e pela psicóloga Dra. Patrícia Marcondes Amaral da Cunha (PAEFI/CREAS Florianópolis). O trabalho foi considerado rigoroso, original e de significativa relevância para os debates contemporâneos sobre infância, saúde mental e políticas públicas.
Encerrando a sequência de defesas, no dia 27 de março, o mestrando Arthur Silvério de Oliveira apresentou a dissertação “A mediação intercultural no SUS: experiências de mediadores imigrantes no Brasil”. Sob orientação da professora Dra. Lucienne Martins Borges, a pesquisa analisou como mediadores interculturais imigrantes e refugiados residentes no Brasil compreendem e exercem suas funções no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de entrevistas com participantes de diferentes nacionalidades, o estudo evidenciou que a mediação intercultural ultrapassa a tradução de idiomas, configurando-se como um dispositivo ético e político capaz de promover o diálogo entre usuários imigrantes e instituições públicas. A banca foi composta pelas professoras Dra. Elaine Schmitt Ragnini (UFPR) e Dra. Lucienne Martins-Borges (UFSC/Université Laval). Os avaliadores destacaram a relevância social e científica da pesquisa e suas contribuições para a formação e atuação de mediadores interculturais.



